Prévia da inflação varia 0,09% em setembro, o melhor resultado desde 2016

No ano, o IPCA-15 acumula variação de 3,23%, enquanto que, em 12 meses, 4,3%. Segundo o instituto, dos nove grupo de produtos e serviços pesquisados, apenas alimentação e bebidas registrou deflação em setembro

Os preços de alguns alimentos no supermercado foram os responsáveis pela diminuição na taxa. A cebola, por exemplo, teve taxa de -18,51%s

Considerado a prévia da inflação oficial, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,09% em setembro, mostrando leve desaceleração em relação à taxa de agosto (0,13%). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que publicou os dados na manhã desta sexta-feira (21/9), este é o menor resultado para o mês desde 2016.
No ano, o IPCA-15 acumula variação de 3,23%, enquanto que, em 12 meses, 4,3%. Segundo o instituto, dos nove grupo de produtos e serviços pesquisados, apenas alimentação e bebidas registrou deflação em setembro, na comparação com agosto. A queda foi de 0,41%, influenciada pela alimentação no domicílio, que recuou 0,70%. Os preços de alguns alimentos no supermercado foram os responsáveis pela diminuição na taxa.
A cebola (-18,51%), a batata-inglesa (-13,65%), o leite longa vida (-6,08%) e as carnes (-0,97%) são alguns exemplos. Já a alimentação fora de casa, por sua vez, subiu 0,12% em setembro, frente ao mês anterior. Apesar disso, houve uma desaceleração, já que o índice foi de 0,84% em agosto.
Nos demais grupos, destacam-se as altas das despesas pessoais (0,46%), habitação (0,3%), transporte (0,21%) e saúde e cuidados pessoais (0,26%). O primeiro foi reflexo de reajustes ocorridos nos preços do cigarro, que subiu 1,8% em todo o Brasil. Ocorreram elevação de preços em Porto Alegre (3,37%). Curitiba (3,09%) e São Paulo (3,07%). Também impactaram no resultado do grupo os itens serviço bancário (2,03%) e empregado doméstico (0,36%).
No grupo habitação, a energia elétrica subiu 0,34%, registrando a sétima taxa de alta mensal consecutiva. Apesar disso, houve uma desaceleração em relação à agosto, quando registrou variação de 3,59%. Tanto no ano (13,28%) quanto nos últimos 12 meses (19,01%), a energia elétrica foi o segundo maior impacto no IPCA-15 (0,49 p.p. e 0,67 p.p., respectivamente), ficando atrás apenas da gasolina (0,49 p.p. e 0,73 p.p., respectivamente).
Atualmente, a bandeira tarifária é a vermelha patamar 2, incidindo a cobrança adicional de R$ 0,05 a cada kwh consumido. Ainda no grupo habitação, o gás encanado aumentou 0,78%, após reajustes nas tarifas do Rio de Janeiro.
O grupo de transportes subiu 0,21% influenciado, principalmente, pela passagem aérea (de -26,01% em agosto para 17,12% em setembro). Os combustíveis (-0,19%), por sua vez, caíram pelo terceiro mês consecutivo, embora a redução dos preços tenha sido menos acentuada que nos meses anteriores. A gasolina recuou 0,07% e o etanol, 1,36%.
Os planos de saúde foram um dos responsáveis pela alta de 0,26% do grupo saúde. Subiu 0,81% em setembro, na comparação com agosto.
Fonte: Correio Braziliense