SIBAPEM discute pirataria com Departamento da FIESP

O presidente do SIBAPEM, Carlos Alberto Amarante, fez uma visita ao Departamento de Defesa e Segurança da Fiesp, no último dia 25 de setembro. Ele se reuniu com o gerente Luciano Villela Coelho que está à frente do Grupo Antipirataria da Federação. O objetivo do Sindicato é receber o apoio da Fiesp nas ações antipirataria e também oferecer dados sobre a situação no segmento.

Amarante explicou ao gerente que no segmento de balanças computadoras, o Sindicato identificou um aumento na participação de produtos piratas a partir de 2013. A situação vem sendo denunciada repetidamente, mas por diversos motivos a entidade ainda não conseguiu êxito na redução do problema.

O presidente entregou ao Departamento dois materiais impressos: o mesmo deixado com o presidente do Inmetro, Carlos Augusto de Azevedo, em agosto, com o status da pirataria em balanças computadoras até junho de 2018, e uma edição atualizada com as ofertas de balanças falsas (e eventualmente selos do Inmetro também falsos) no marketplace do Facebook, com 31 ofertantes.

Ele também explicou que o Inmetro possui um convênio com a Receita Federal, desde 2012, com muitos pontos positivos, mas que precisa de alguns acréscimos para atualizá-lo e torná-lo mais eficiente.

Luciano Coelho mostrou o resultado do trabalho que a Fiesp está fazendo no combate à pirataria, que deu origem a um anuário denominado “Mercados Ilícitos Transnacionais em São Paulo”. O trabalho está na edição de 2017, com dados do ano base de 2016 contra 2015.

Dentre as principais informações estão dados como:

  • Movimentação em SP: R$ 15,17 bilhões, +14,38% vs. 2015 contra -3,8% do PIB;
  • Empregos não gerados: 89.802;
  • Impostos federais não recolhidos: R$ 3,61 bilhões;
  • Impostos estaduais não recolhidos: R$ 3,12 bilhões;
  • Renda não gerada na indústria: R$ 2,5 bilhões.

O anuário não apresenta dados sobre o mercado de balanças. Em função disso o presidente do Sibapem se ofereceu para enviar números atualizados para a próxima edição. Coelho afirmou que espera poder reunir mais alguns dados, unir-se a outras Federações e tentar um contato com o governo, colocando-se à disposição do Sindicato para discutir sobre alternativas de ações para contribuir com o segmento.