FMI corta projeção de crescimento do Brasil de 1,8% para 1,4% este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu suas projeções para o crescimento da economia global, citando a guerra comercial e, nos mercados emergentes, condições financeiras mais restritas e saída de capital. Para o Brasil, as estimativas deste ano caíram de 1,8% para 1,4%, por causa da greve dos caminhoneiros que paralisou o país.

Pelas estimativas revisadas do Panorama Econômico Mundial, a economia global deve crescer 3,7% este ano e em 2019. A projeção anterior era de 3,9%. Essa redução reflete, além da disputa comercial entre Estados Unidos e China, as altas de juros nas economias desenvolvidas, que pressionam emergentes, especialmente Brasil, Argentina, Turquia e África do Sul.

INFLAÇÃO DE 10.000.000%

Para América Latina, a previsão de crescimento este ano caiu de 1,6% para 1,2%. No ano que vem, recuou de 2,4% para 2,2%. O FMI destacou a severa recessão na Venezuela, cuja economia deve encolher 18% este ano, com inflação de 1.350.000%, com retração de mais 5,5% em 2019 e a alta de preços atingindo 10.000.000%.

Já a Argentina verá seu PIB recuar 2,6% este ano e 1,6% em 2019.

Os EUA crescerão menos devido à guerra comercial, afirmou em nota o economista-chefe do Fundo, Maurice Obstfeld. A economia americana deve crescer 2,5% em 2019 — a projeção anterior era de 2,7%. A estimativa para a China recuou de 6,7% para 6,4%. Para este ano, as previsões foram mantidas em 2,9% (EUA) e 6,6% (China).

“A suscetibilidade a choques globais aumentou”, disse Obstfeld. “Qualquer reversão brusca nos países emergentes representaria uma ameaça significativa para as economias avançadas.”

Fonte: O Globo