Sibapem participa da reunião do Comin-Fiesp

 

Carlos Alberto Amarante, presidente do SIBAPEM, participou da reunião da Divisão da Cadeia Produtiva da Mineração (COMIN) do Deconcic da Fiesp, no dia 26 de junho. O grupo discutiu as recorrentes autuações por excesso de peso por eixo em cargas a granel (mercadorias transportadas sem embalagens ou volume distintos, como areia, água, combustível), mesmo com o peso bruto total dentro do limite, o que gera multas.

Conhecido como “Lei da Balança”, o conjunto de Resoluções do CONTRAN, de números 258/07 e 526/15, e a portaria 63/09 do DENATRAN estipulam os limites de peso para cada tipo de eixo:

  • eixo isolado com dois pneus: 6 t
  • eixo isolado com quatro pneus: 10 t
  • conjunto de dois eixos com dois pneus cada: 12 t
  • conjunto de dois eixos com quatro pneus cada: 17 t
  • conjunto de três eixos com quatro pneus cada: 25,5 t
  • Tolerâncias (erro do instrumento): 5% sobre o limite de peso bruto total (PBT) indicado pelo fabricante e 10% sobre o limite de peso por eixo

Carlos Amarante comentou ser importante que as propostas do grupo levem em consideração que os danos causados pelo excesso de peso no pavimento das rodovias, são devido ao excesso de peso por eixo, onde há uma concentração de carga em uma pequena área de contato. Mas, disse ser favorável à discussão do tema e às propostas para aumentar o limite de peso por eixo para produtos a granel, ressaltando a importância de levar em consideração os danos causados no pavimento das rodovias.

O presidente do Sibapem ainda disse apoiar as propostas em debate no governo para pesagem de 100% dos veículos de carga, discordando apenas da intenção de se utilizar tecnologia estrangeira e, em particular, com baixa precisão, uma vez que a indústria nacional teria plenas condições de desenvolver soluções para pesagem de carga, tanto estática, quanto dinâmica.

Foi consenso de todos os presentes na reunião, que produtos a granel se deslocam durante o percurso, e que uma solução poderia ser a alteração no percentual de tolerância para o excesso de peso por eixo. Nesse sentido, foi sugerido a realização de estudos técnicos pelos sindicatos de agregados e cal, para embasar e justificar esse pleito.

O crescimento da adesão definitiva ao trabalho home office, seus desafios e vantagens

As empresas que não possuíam todo o equipamento adequado, precisaram investir rapidamente na compra ou aluguel de notebooks, contratação de empresas de suporte técnico para sanar eventuais problemas à distância, adequação de sistemas operacionais, treinamentos, e até mesmo custeio de internet para os que não a possuem.

Após o início da quarentena em março, em decorrência do crescimento da pandemia de covid-19 no Brasil, para cumprir o isolamento social e evitar o risco de propagação do vírus entre seus funcionários, inúmeras empresas e escritórios adotaram o home office como medida temporária, mandando para casa aqueles que poderiam trabalhar de forma remota.

O método, que já era considerado comum em alguns países, acabou obrigando os que estavam estudando sua viabilidade a começar desde já. Inicialmente acompanhado de certo receio, o home office ganhou espaço e reconhecimento pela sua produtividade, gerando debates acerca de sua instituição definitiva ou gradual nas empresas.

A “Cushman & Wakefield”, empresa multinacional de gestão de escritórios corporativos, realizou uma pesquisa com 122 executivos, na qual 73,8% disseram que pretendem instituir o home office como prática definitiva no Brasil após a pandemia. Antes da crise, apenas 33,6% das empresas já haviam aderido ao trabalho de forma remota, sendo 42,6% a porcentagem de companhias que nunca haviam adotado o método. Ao final, 23,8% foi a cifra de empregadores que apenas estudavam sua possibilidade.

A mesma pesquisa apontou que 45% das empresas já decidiram pela redução de seus espaços físicos, entregando salas e/ou andares alugados, tendo em vista a redução de custos somada ao sucesso obtido com a implementação do home office. O escritório “LafargeHolcim”, localizado no centro do Rio de Janeiro, atuante na área administrativa da multinacional produtora de materiais de construção, anunciou que os 150 funcionários da sede carioca irão permanecer trabalhando em casa após o final da pandemia. Com a entrega do imóvel, a companhia estima economizar R$ 2 milhões devido aos custos fixos com aluguel, estacionamento, taxa condominial, alimentos e bebidas de copa, entre outros.

A “Coca-Cola”, por sua vez, anunciou que 600 colaboradores que operam nos escritórios da companhia permanecerão em home office até o final de 2020. A medida busca priorizar a saúde daqueles que precisam trabalhar na produção e distribuição, e que não possuem a opção de trabalhar em casa.

Gigante das Redes Sociais, o “Twitter” decretou home office definitivo para todos os seus funcionários em escala mundial, apontando que acreditam ser uma tendência para o mundo pós-pandemia. A empresa notou que os empregados são mais produtivos por não precisarem enfrentar trânsito no deslocamento de casa até o escritório, e também por poderem dedicar mais tempo às famílias e aos exercícios físicos.

Para garantir a organização e rendimento das equipes, diversos empregadores instituíram reuniões semanais de alinhamento de metas e planejamentos estratégicos, bem como feedbacks mensais para avaliação do funcionário pelo gestor. O executivo Alexandre Gama afirma que o principal desafio para a implementação total do home office em sua empresa “InovNation” foi a mudança do mindset do funcionário: “As oito horas de trabalho acontecem de forma não corrida, o corpo diretivo tem que alinhar a métrica e a performance conforme os interesses da empresa”. Também informa que, dependendo da necessidade do cliente, buscam um espaço coworking para a realização de reuniões presenciais, ou até mesmo um café da manhã ou almoço fora.

Não há como negar que o processo emergencial de implementação do home office trouxe obstáculos aos gestores. Entre os desafios encontrados, há questões envolvendo a sobrecarga de trabalho, diferenciação entre vida profissional e pessoal, e fornecimento de aparato tecnológico que possibilite ao funcionário o trabalho em sua casa. A mencionada “LafargeHolcim” permitiu que os colaboradores buscassem seus materiais de trabalho no escritório, desde cadeiras até desktops, teclados e mouses, custeando o deslocamento por transportes de aplicativo para quem não tivesse veículo para buscar.

Acerca da definição de metas e questões envolvendo sobrecarga de trabalho, o diretor do centro de liderança da “Fundação Dom Cabral” insiste na clareza de informações entre gestores e funcionários: “Nossas pesquisas mostram que, em geral, as pessoas têm uma percepção positiva do home office. Mas suas preocupações com relação aos chefes permanecem. Elas se perguntam se o gestor está transmitindo de maneira eficaz as informações, se ele é capaz de avaliar bem o trabalho delas e se está colocando barreiras que delimitam a linha entre o pessoal e profissional”.

Ainda, as empresas que não possuíam todo o equipamento adequado, precisaram investir rapidamente na compra ou aluguel de notebooks, contratação de empresas de suporte técnico para sanar eventuais problemas à distância, adequação de sistemas operacionais, treinamentos, e até mesmo custeio de internet para os que não a possuem.

Diante do novo formato e sem a certeza do rendimento a longo prazo, bem como com a necessidade de mudanças contratuais em massa, muitas empresas optaram por não decidir nada de forma definitiva, tendo em vista que a situação atípica um dia chegará ao seu fim.

De qualquer forma, podemos concluir que o novo modelo veio para ficar, mesmo que inicialmente de forma gradual. Permanece a ideia de que o escritório físico será sempre um local para debates e gestão de conhecimento, mas não essencialmente para o trabalho em si. O baque causado pela pandemia mostrou, de um lado, a velocidade com que nos adaptamos às situações adversas, e, de outro, que quem não tiver um bom plano de contingência ou investimentos em tecnologia não terá espaço no futuro próximo.

Fonte: Migalhas

Sibapem participa de Reunião do CML da Remesp

O presidente do SIBAPEM, Carlos Alberto Amarante, participou no último dia 10 de junho da 30ª Reunião Mensal do Comitê de Metrologia Legal (CML) da REMESP (Rede Metrológica do Estado de São Paulo). Junto a representantes do Inmetro, foram discutidas a portaria 101/2020 e as mudanças na Dimel, entre outros assuntos.

Jean Albert Bodinaud, presidente do conselho deliberativo da REMESP e Celso Scaranelo, presidente executivo, abriram o encontro dando boas-vindas aos presentes. Participaram também da reunião Periceles Vianna, da Diretoria de Metrologia Legal (Dimel) e Marcelo Morais, da Divisão de Articulação e Regulamentação (Diart), ambos do Inmetro.

Marcelo Morais comentou a portaria 101/2020 esclarecendo que o objetivo dela é de cobrir várias ações do Inmetro e da Rede no período da pandemia, entre elas a autorização para autodeclaração de conformidade, liberada quando os órgãos competentes enfrentam restrições.

Sobre o estudo de análise de risco, Morais explicou que o trabalho deriva do atendimento ao decreto 10.178/2019 que regulamenta a análise de risco da Lei de Liberdade Econômica e que a Diart está elaborando um guia prático para aplicação da metodologia dessas análises, baseada na ISO 31000. Ele também informou que a presidência do Inmetro organizou um grupo de trabalho para identificar ações que o Instituto tomará para ajudar na recuperação da atividade econômica – por exemplo a implantação e intensificação de ferramentas alternativas para controle metrológico, como autoverificação e autodeclaração.

Seminário Explica Atualizações no Sistema Empregador Web

Aconteceu ontem (10/06) o Webinar Sistema Web Empregador. O Seminário on-line apresentou as principais atualizações realizadas no Sistema Empregador Web, pelo DataPrev, e algumas funcionalidades quanto à operação do sistema que está gerando muitas dúvidas no dia a dia das empresas. As novas funcionalidades têm como objetivo o envio de informações sobre acordos firmados pelas empresas, em especial, para o processamento e pagamento do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda.

A abertura do evento foi feita pelo diretor Titular do Departamento Sindical e de Serviços da Fiesp, Paulo Henrique Schoueri, que destacou a importância desse tipo de trabalho para o desenvolvimento do associativismo e o fortalecimento das empresas.

A seguir a diretora Executiva e Jurídica da Fiesp, Luciana Nunes Freire, agradeceu  ao subsecretário de Políticas Públicas do Trabalho, Sylvio Eugenio de Araújo Medeiros, pela disponibilidade de esclarecer para as empresas o operacional dos institutos que vieram na Medida Provisória 936. “A plataforma trouxe muitas novidades que a gente precisa ensinar as empresas a como atender ao que o governo pede.”

O subsecretário começou explicando que há 60 dias foi lançado o Programa Emergencial, uma ferramenta nova que permitiu preservar mais de 10,2 milhões de empregos. “A dimensão e a força desse Programa, só para que a gente tenha uma ideia, o seguro desemprego é um terço disto.”

Ele diz que a ferramenta é apenas uma forma do governo tomar ciência que o acordo foi feito e implementar a partir desse acordo o pagamento do benefício. O Programa basicamente estabelece dois tipos de acordo. Um acordo para suspensão do contrato de trabalho e outro para a redução proporcional de jornada e salários.

Medeiros explica que foi preciso criar todos os sistemas normativos do zero, então tudo que pode ser aproveitado como ganho de oportunidade para que pudesse acelerar o processo foi utilizado. “A gênese desse Programa foi o sistema de processamento do próprio Seguro Desemprego e a utilização dos bancos que hoje já pagam o Seguro Desemprego e os abonos salarias do Pis/Pasep. Com isso conseguimos ganhar muito tempo, pois já existia uma base de processamento, já existiam canais para a realização desses pagamentos, trouxe uma agilidade muito grande.”

Enquanto os acordos eram informados a equipe trabalhou na construção do sistema que iria processar essa informação, tendo ficado pronto para a primeira leva de processamentos na última semana de abril. Ao longo do mês de maio houve um período em que os acordos foram sendo processados com um pequeno retardo, com isso criaram-se algumas situações que foram sendo resolvidas ao longo do tempo, como alterações de dados e informações  sobre encerramento de um acordo, etc.

De maio até agora, explica, foram implantadas várias funcionalidades que permitiram uma melhoria muito grande no processo. Segundo ele, existem algumas situações que podem, eventualmente impedir ou notificar um acordo, de maneira que o pagamento não ocorra. A primeira delas é se há por parte do empregador algum erro na informação (data de nascimento ou  de admissão).

Sylvio Medeiros explica que a partir do dia 26 de maio as dificuldades para corrigir essas informações começaram a ser superadas. “Hoje em dia já é possível alterar basicamente tudo e quero crer que estamos homologando a versão até para alterar o próprio CPF do trabalhador. Com isso todas as informações que estão sendo prestadas no acordo já podem ser alteradas.”

Um destaque em todo o processo é a Carteira Digital de Trabalho, que segundo Medeiros, se transformou em um grande veículo de comunicação com o trabalhador. “O aplicativo hoje permite que o trabalhador acompanhe todas as parcelas do benefício emergencial, peça e acompanhe o seguro desemprego, enfim a gente tornou isso um elemento de comunicação com o trabalhador. Além de se tornar um documento icônico ela virou um aplicativo realmente funcional para ele poder gerenciar os atos da vida trabalhista.”

O subsecretário fez questão de afirmar que a ideia do Programa sempre foi uma transitoriedade. “A gente tem certeza do tamanho da representatividade que ele está tendo nesse momento, mas não se pode perder de vista, que no dia 31 de dezembro, esse é o Programa que terá, em tese, terminado junto com o estado de calamidade pública que deu origem a todo esse processo. Temos que tentar equilibrar enquanto gestor público o que é a eficiência que se espera dos gastos públicos com a efetividade da política que se pede para que ela realmente funcione. A ferramenta Empregador Web é o fato representativo desse esforço.”

Falando do ponto de vista de usuário, Vicente Sevilha ressaltou o fato de a cada semana o sistema ficava melhor preparado para tratar desse desafio grande do ponto de vista social e tecnológico. “Na outra ponta o que a gente percebe e é bom ter esse debate aqui, é que esse ambiente do Empregador Web, mais que um ambiente técnico, tem se transformado para nós em um desafio social.”

Sevilha comentou a ansiedade dos trabalhadores diante do quadro e das dificuldades no ajuste do sistema, ressaltando a importância da possibilidade de correções e alterações dos dados. “Isso vai diminuir a angústia que as empresas, os empregadores e os Sindicatos das indústrias e dos trabalhadores estão sofrendo, por muitas vezes não saberem o que fazer para corrigir benefícios que estão presos pelo caminho.”

A diretora Executiva e Jurídica da Fiesp, Luciana Nunes, aproveitou para reforçar o pleito de prorrogação da MP, lembrando inclusive a fala do Ministro Paulo Guedes, de que haverá uma prorrogação desse instituto. Segundo ela o período foi importante, garantiu 10 milhões de empregos, no mínimo, mas as empresas precisam de um pouco mais de tempo, que se estenda pelo menos até o fim da calamidade.

Em boa parte as perguntas giraram em torno da alteração pela empresa do prazo de redução de jornada, de 50% para 25%; passagem de suspensão para redução e vice-versa. Especificamente nesses casos, o subsecretário alertou que é preciso entender  a forma de operacionalizar. Segundo ele, quando o empregador decide alterar esses percentuais, o sistema entende que ele está assinando um outro acordo. Logo, a empresa terá que informar que aquele acordo inicial terminou e ato contínuo  mandar um arquivo dizendo que aquele outro acordo começou.

Sylvio Medeiros concluiu dizendo que em função de algumas dificuldades, a equipe decidiu deixar uma “janela” em que as alterações possam ocorrer retroativamente nesse período. “Fica meu agradecimento e reconhecimento à categoria dos contadores que tem sido extremamente parceiros da gente.”

A integra deste evento poderá ser assistida pelo Youtube, clicando aqui.

Ações de fiscalização do Ipem

O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça, e órgão delegado do Inmetro, que tem como objetivo defender o consumidor,  realizou uma ação de fiscalização de radares, nesta segunda-feira, 8 de junho.

Veja os radares validados:

  • Os radares instalados na Avenida José Pinheiro Borges, próximo da Rua José Bauman, na sequência, na Avenida Campanella, altura do nº 1.863, na zona leste da capital.  Leia mais, clicando aqui. 
  • Os radares instalados na Rua Clélia, altura dos números 1.607 e 939, e na Rua Barão de Jundiaí, próximo do número 272, na zona oeste da capital. Leia mais, clicando aqui. 
  • O radar instalado na Avenida Áurea Gonzáles Conde, altura do nº 447 no Guarujá, cidade situada a 95 km da capital. Leia mais, clicando aqui. 
  • O radar instalado na Avenida Maria La Farina Milani, altura do nº 350, em Ibiúna, cidade situada a 70 km da capital. Leia mais, clicando aqui.

Ipem-SP verifica aparelhos de medir pressão arterial destinados a hospital da região da Avenida Paulista na capital

O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo do Estado, vinculada à Secretaria da Justiça, e órgão delegado do Inmetro, que tem como objetivo defender o consumidor, finalizou nesta terça-feira, 14 de abril, a verificação periódica de 25 esfigmomanômetros hospitalares, aparelhos popularmente conhecidos como medidores de pressão arterial, destinados a hospital da região da Avenida Paulista na capital.

Os esfigmomanômetros são aparelhos de alta precisão, e devem passar por verificação anual, segundo a legislação pertinente. O aparelho é regulamentado no Brasil pelo Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade (Inmetro), sendo que cada modelo conta com uma portaria de aprovação, que deve constar no aparelho. Em São Paulo, a verificação é realizada pelo Ipem-SP.

Antes de ser comercializado, todo medidor de pressão arterial é submetido a ensaios no fabricante, para verificar se está medindo corretamente, a ação é denominada de verificação inicial. O aparelho precisa ser verificado periodicamente, para que sejam mantidas as características de precisão adequadas. Isso é necessário porque o esfigmomanômetro desregula com o tempo e com o uso, e pode passar a apresentar medições erradas.

Em 2020, até o momento, foram verificados 3.490 aparelhos de medir pressão arterial em hospitais e clínicas, e 27.250 na verificação inicial, em fabricantes e importadores destes instrumentos. Em 2019, o Ipem-SP verificou em hospitais e clínicas 19.992, e 268.660 na verificação inicial em fabricantes e importadores destes instrumentos.

A verificação de esfigmomanômetros

Regulamentado pelo Inmetro, o esfigmomanômetro deve ser verificado anualmente, a ação é obrigatória, assegurando a conformidade com as normas. Os instrumentos que são encontrados sem modelo de aprovação devem ser retirados do mercado, e não devem ser utilizados.

O Ipem-SP realiza a verificação e fixa no aparelho a etiqueta com a referência ao ano seguinte. Quando a ação é realizada na fábrica, as equipes do instituto fixam a etiqueta “verificação inicial”, estando o instrumento sujeito a verificação subsequente a qualquer momento após a colocação em uso. Os aparelhos verificados neste ano recebem o selo do Inmetro com referência ao ano de 2021.

Para verificação periódica, os esfigmomanômetros devem ser encaminhados ao Ipem-SP, por meio das suas regionais em todo o Estado de São Paulo. Nos laboratórios, o instrumento é verificado através de aparelho padrão de pressão para ver se a medição está correta. Essa verificação tem como finalidade garantir a confiabilidade das medições, e, como consequência, resguardar a saúde do cidadão.

Nos casos em que o instrumento é reprovado, o equipamento deve ser encaminhado para reparo em uma oficina credenciada pelo Ipem-SP. Após o conserto, deve ser novamente conferido, se aprovado é afixada a marca de verificação do exercício para o ano subsequente. Esta marca pode ser conferida pelo cidadão, que no caso de não estar presente, ou com referência aos anos anteriores, deve solicitar a utilização de um esfigmomanômetro com o selo do Inmetro atualizado.

O Ipem-SP recomenda aos profissionais da área de saúde, sobretudo aos médicos, que fiquem atentos quanto à verificação periódica do medidor de pressão arterial. Esfigmomanômetro desregulado pode falsear o diagnóstico médico e colocar em risco a saúde do paciente.

Projeto de pesquisa

O Ipem-SP e o Inmetro concluíram em dezembro de 2019 um projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), intitulado “Proposta de ensaio de proficiência aplicado à acreditação no âmbito da metrologia legal na medição de pressão arterial”. Este projeto objetivou analisar o desempenho de empresas autoverificadoras de esfigmomanômetros de forma a garantir que tais equipamentos não sejam colocados no mercado em desacordo com a regulamentação, neste caso podendo impactar negativamente na saúde humana.

O projeto, iniciado em 2017, permitiu ao Ipem-SP, por meio do Laboratório de Pressão do Departamento de Metrologia Científica e Industrial do Ipem-SP, capacitar-se em prover ensaios de proficiência para empresas que realizam autoverificação de esfigmomanômetros. Através dos ensaios de proficiência, é possível monitorar o desempenho de cada uma das empresas nas etapas de verificação inicial de esfigmomanômetros. Empresas que obtiverem desempenho insatisfatório terão de implementar ações para corrigir o problema, sob pena máxima de perda da acreditação e da autorização para autoverificação.

Segundo dia de discussões sobre LGPD aborda aplicações em RH

Dando continuidade ao ciclo de palestras sobre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o grupo ASSOCIA+, do qual o SIBAPEM faz parte, tratou, no último dia 3 de junho, ds aplicações da lei na área de Recursos Humanos.

Juliana Amici, do SIETEX e Alexandre Luta, coordenador do grupo, iniciaram a reunião anunciando a criação do endereço associamais.industria@gmail.com, disponibilizado para que todos possam enviar suas dúvidas referentes à LGPD. É preciso identificar o nome da empresa e o Sindicato pelo qual é representado para encaminhar questões. O serviço também está aberto para empresas que não tenham filiação com nenhuma entidade.

Josmar Giovannini, da Conformidados, seguiu à frente das discussões. Ele explicou que a lei veio para nortear a forma como os dados de pessoas físicas são tratados e, ainda, que as empresas devem começar a rever cada processo que lida com estes dados pessoais. Será necessário delegar um responsável por fazer a ponte entre os titulares de dados, os controladores de dados e a autoridade nacional de proteção de dados.

Os processos do Departamento de Recursos Humanos que efetivamente lidam com dados de pessoas devem ser revistos, como seleção, admissão, demissão, benefícios, gestão, folha de pagamentos, entre outros. O palestrante ressaltou que até mesmo as informações de todos os candidatos às vagas que enviem currículos para a empresa, por exemplo, são englobados pela LGPD. “Toda informação que se relaciona com o titular é dado pessoal dele, e como tal deve ser tratado de acordo com o rigor da lei”.

É preciso ter cuidado para que interpretações pessoais não se sobreponham aos conceitos definidos pela lei. Alguns deles foram destacados:

  • Tratamento de dados;
  • Definições gerais;
  • Princípios legais;
  • Hipóteses de tratamento;
  • Consentimento;
  • Acesso facilitado aos dados – titulares precisam ter ciência de tudo que se tem sobre eles;
  • Legítimo interesse – apenas o mínimo necessário deve ser coletado e relatórios de proteção;
  • Dados pessoais sensíveis – que podem trazer algum tipo de prejuízo caso revelados (como filiação a partido político, orientação sexual, informações médicas e genéticas e biometria facial ou digital);
  • Término de tratamento de dados – é necessário definir um período de tempo para lidar com o dado;
  • Crianças e adolescentes – tratamento e autorizações específicas
  • Atores – são todos os envolvidos: titulares, controladores, operadores (funcionários que tratam os dados à mando dos controladores), autoridade nacional e DPO’s (da sigla inglês para data protections officers, os encarregados de dados são obrigatórios, sendo um funcionário ou uma empresa que preste este serviço específico);
  • Segurança e sigilo de dados – é obrigatório que os controladores garantam a segurança desses dados;
  • Boas práticas e governança de dados pessoais – defesa cibernética e adequação aos requisitos legais;
  • Responsabilidade e ressarcimento dos danos – questões de judicialização.

Giovannini enfatiza que “uma das maiores questões que devem ser respeitadas é o acesso a essa informação, que deve ser limitadíssimo a quem realmente precisa e faz parte do processo, com as devidas precauções”. Ele também lembra que o dado é um ativo que não pertence à empresa e deve-se ter muito cuidado com as maneiras e razões para coletar e processar informações.

Ipem-SP verifica balança rodoviária em Ibitinga

O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo, vinculada à Secretaria da Justiça, e órgão delegado do Inmetro, realizou nesta quarta-feira, 3 de junho, por meio da regional de Araraquara, a verificação inicial de uma balança rodoviária em Ibitinga, cidade situada a 360 km da capital.

As balanças rodoviárias são equipamentos utilizados por empresas de diversos segmentos para medir de forma adequada o peso de grandes cargas, e na determinação da massa para o cálculo de pedágio, tarifa, imposto, remuneração, subsídio, taxa ou um tipo similar de pagamento.

De acordo com a regulamentação do Inmetro, todas as balanças utilizadas para transações comerciais devem cumprir determinadas exigências. Esses requisitos garantem que nenhuma das partes envolvidas tenha prejuízo na compra ou venda de um produto medido pelo peso.

A fiscalização das balanças é feita anualmente pelas equipes do Ipem-SP para verificação de diversos pontos como: nivelamento, a superfície na qual a balança está instalada dever ser plana e resistente; presença do selo de verificação e de placa de identificação com informações sobre o fabricante, modelo, carga máxima e mínima, entre outros.

Fonte: IPEM-SP

Ipem-SP verifica balança rodoviária em Chavantes

O Ipem-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo), autarquia do Governo, vinculada à Secretaria da Justiça, e órgão delegado do Inmetro, realizou nesta quarta-feira, 3 de junho, por meio da regional de Bauru, a verificação inicial de uma balança rodoviária em Chavantes, cidade situada a 370 km da capital.

As balanças rodoviárias são equipamentos utilizados por empresas de diversos segmentos para medir de forma adequada o peso de grandes cargas, e na determinação da massa para o cálculo de pedágio, tarifa, imposto, remuneração, subsídio, taxa ou um tipo similar de pagamento.

De acordo com a regulamentação do Inmetro, todas as balanças utilizadas para transações comerciais devem cumprir determinadas exigências. Esses requisitos garantem que nenhuma das partes envolvidas tenha prejuízo na compra ou venda de um produto medido pelo peso.

A fiscalização das balanças é feita anualmente pelas equipes do Ipem-SP para verificação de diversos pontos como: nivelamento, a superfície na qual a balança está instalada dever ser plana e resistente; presença do selo de verificação e de placa de identificação com informações sobre o fabricante, modelo, carga máxima e mínima, entre outros.

Fonte: IPEM-SP