IPC-S cai 0,06% na 1ª quadrissemana de dezembro, aponta FGV

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) caiu 0,06% na primeira quadrissemana de dezembro, após queda de 0,17% na última medição de novembro, revelou na manhã desta segunda-feira, 10, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Habitação (-0,94% para -0,61%), cujo item tarifa de energia elétrica residencial acelerou de -5,98% para 4,73%.

Ainda registraram acréscimos os grupos: Educação, Leitura e Recreação (de 0,40% para 0,83%), Alimentação (de 0,41% para 0,52%), Vestuário (de 0,11% para 0,33%) e Despesas Diversas (de 0,16% para 0,25%). “Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: passagem aérea (de 9,13% para 16,56%), refrigerantes e água mineral (de 0,44% para 1,50%), acessórios para vestuário (de 0,50% para 1,29%) e tarifa postal (de 4,28% para 5,64%)”, apontou a FGV em nota.

Por outro lado, houve queda mais intensa no grupo Transportes (de -0,57% para -0,81%); desaceleração em Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,09% para 0,03%) e Comunicação (de 0,18% para 0,12%). Aceleraram a queda ainda as taxas em gasolina (de -2,90% para -4,09%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de -1,14% para -1,28%). Ja pacotes de telefonia fixa e internet tiveram arrefecimento na alta (de 0,78% para 0,52%).

Fonte: IstoÉ

INPC de novembro fica em 0,25% ante 0,40% no mês anterior, aponta IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve elevação de 0,25% em novembro, após subir 0,40% em outubro, segundo dados divulgados na manhã desta sexta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 3,29% no ano. A taxa em 12 meses foi de 3,56%.

Em novembro do ano passado, o INPC tinha sido de 0,18%. O INPC divulgado agora divulgado teve a menor taxa para meses de novembro desde a implantação do Plano Real, em 1994, segundo o IBGE.

O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

Fonte: IstoÉ

Bolsonaro planeja fusão de agências do setor de transportes

A equipe de transição do presidente eleito, Jair Bolsonaro, discute um plano de fusão das atuais três agências reguladoras do setor de transporte: a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Juntas, elas passariam a ser a Agência Nacional de Transportes. O objetivo da medida, segundo assessores de Bolsonaro, seria acabar com o aparelhamento político. A maior parte desses órgãos surgiu no governo FHC com a função de intermediar a relação entre governo e empresas que prestam serviços de interesse público. Ao longo dos anos, porém, indicações políticas comprometeram a independência das agências. Na avaliação da equipe de transição, alguns dirigentes dessas agências estariam trabalhando contra as concessões do governo federal.

A estrutura de agências reguladoras do setor de transportes deve passar por uma alteração radical no futuro governo. Está em discussão no escritório de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro um plano de fundir as três estruturas hoje existentes no setor: a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a Agência Nacional de Aviação (Anac) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Juntas, elas passariam a ser a Agência Nacional de Transportes. A medida pretende acabar com o aparelhamento político das agências.

A maior parte desses órgãos surgiu no governo Fernando Henrique Cardoso, entre 1996 e 2001, com a função de intermediar a relação entre o governo e empresas que prestam serviços de interesse público. No entanto, ao longo dos anos, as indicações políticas acabaram tirando a independência das agências.

Na avaliação da equipe de transição, alguns dirigentes das agências ligadas ao setor de transportes, indicados por políticos, estariam trabalhando contra as concessões do governo federal, um programa que será prioritário no mandato do futuro presidente.

Caso a fusão das agências não prospere, existe um plano B para tirar os dirigentes que ainda têm mandatos a cumprir. Um dos caminhos para isso seria a abertura de processos administrativos contra eles, constrangendo-os a deixarem o posto antes mesmo da conclusão das apurações. Dentro da ANTT, a ideia é esvaziar o controle do comandante do PR, Valdemar Costa Neto, que foi condenado no esquema do mensalão.

Bolsonaro também quer afastar do comando da Antaq os indicados pelo senador Jader Barbalho (MDB-PA). A agência é avaliada pela equipe de transição como “pouco operante”.

O afastamento dos dirigentes e o aproveitamento do corpo técnico das agências são medidas estudadas para dar mais velocidade ao programa de concessões. Bolsonaro quer o programa “voando”. Para isso, colocou no comando do Ministério da Infraestrutura (o nome novo do que hoje é o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil) o engenheiro Tarcísio Gomes de Freitas, um dos principais responsáveis pelo programa de concessões. Tudo indica que o atual secretário Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos, também será mantido no posto.

Freitas recebeu instruções para acabar com o longo predomínio do PR sobre a área de Transportes, iniciado ainda no governo Lula. A pasta tem uma ala, a Secretaria Nacional de Portos, dominada pelo MDB.

No setor aéreo, a leitura é de que a Infraero, também comandada pelo PR, trabalhou contra parte do programa de concessões de aeroportos. O próprio ministro dos Transportes à época, Maurício Quintella, do PR, foi contrário.

O atual titular do Ministério dos Transportes, Valter Casimiro, é um funcionário de carreira do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). No dia em que foi confirmado para o comando da pasta, ele esteve no Palácio do Planalto na companhia de Valdemar Costa Neto. Já está decidido que, encerrado seu período como ministro, não será ele o diretor-geral do Dnit.

Para o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, César Borges, a fusão das agências não significa melhora. “Concentrar numa superagência pode dificultar que ela desempenhe bem sua função. Fragmentada já é difícil, porque falta recursos. O que se deve é reforçar as agências.”

PR e MDB não comentaram.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Reforma da Previdência deve ser fatiada em 2019

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou que a reforma da Previdência será enviada ao Congresso de maneira fatiada: as primeiras propostas de mudanças dirão respeito à idade mínima para se aposentar e às regras para servidores. Bolsonaro defendeu ainda o aprofundamento da reforma trabalhista.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou ontem que encaminhará a reforma da Previdência de forma fatiada ao Congresso Nacional. Ele disse que vai começar a fazer as mudanças nas regras da aposentadoria pelo lado dos servidores públicos — o que exige a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Ele defendeu ainda a fixação de uma idade mínima para todos os trabalhadores. Sem entrar em detalhes, explicou que a ideia é aumentar a idade mínima em dois anos, de forma gradativa, mantendo uma diferenciação entre homens e mulheres.

— Na reforma da Previdência, a questão da idade é o que é mais buscado. Nós queremos sim apresentar uma proposta de emenda à Constituição, a começara reforma pela previdência pública, e com chance de ser aprovada. Não adianta você ter uma proposta ideal que vai ficar na Câmara ou no Senado. Acho que o prejuízo seria muito grande. Então a ideia é por aí, começar pela idade, atacarmos os privilégios e tocar essa pauta para frente. A Previdência é uma realidade, ela cresce ano após ano e não podemos deixar o Brasil chegar à situação que chegou a Grécia para tomar providência —disse Bolsonaro.

PRESSÃO SERIA MENOR

Segundo auxiliares do presidente eleito, a proposta em estudo prevê também que servidores públicos que ingressaram na carreira antes de 2003 tenham que atingir uma idade mínima para ter direito a integralidade (último salário em atividade) e paridade (mesmo reajuste dos ativos). Essa seria uma forma de reduzir privilégios e obter apoio popular para a aprovação da reforma.

De acordo com interlocutores da transição, Bolsonaro avalia que o fatiamento das mudanças no regime de aposentadorias facilita o processo de aprovação no Congresso. Depois de aprovada a emenda à Constituição, que exige quórum qualificado, o novo governo poderia implementar outras mudanças por projetos de lei, que são mais fáceis de serem aprovados. No entanto, esses interlocutores apontam que ainda não há martelo batido.

Perguntado se as propostas seriam enviadas de forma fatiada, Bolsonaro respondeu:

—Pode ser fatiada sim. Está bastante forte a tendência de começar pela idade.

Ele também se manifestou favoravelmente à distinção de idade de aposentadoria entre homens e mulheres:

—Da minha parte, por enquanto, o que está sendo discutido, continua mantida essa diferença.

A declaração do presidente sobre o fatiamento da reforma da Previdência causou reações diferentes entre os especialistas. Para o economista Paulo Tafner, que sugeriu à equipe econômica do novo governo uma estratégia semelhante (junto com o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga), o plano é vantajoso porque reduz o poder dos grupos de pressão.

— Ao fatiar a reforma, o governo divide o problema por áreas. Poderá fazer primeiro a reforma do regime dos servidores civis, o que exige alteração da Constituição. Depois, poderá implementar mudanças nos regimes de trabalhadores das Forças Armadas, dos policiais e dos bombeiros, e da iniciativa privada via projetos de lei —destacou Tafner.

CRÍTICAS À ESTRATÉGIA

No entanto, para outros especialistas, a estratégia revela que o presidente eleito não está dando a devida atenção ao problema que precisa ser atacado de uma só vez e de forma exaustiva. As opiniões foram compartilhadas em grupos de discussão sobre a Previdência no WhatsApp, contou Tafner.

A proposta enviada pelo Temer ao Congresso tinha como objetivo mudanças nas aposentadorias via emenda constitucional. O texto foi aprovadona comissão especial que tratou da matéria, mas parou com as denúncias contra Temer, encaminhadas pelo Procuradoria Geral da República (PGR).

Para fixar idade mínima no setor privado (INSS), no qual os trabalhadores podem se aposentar por tempo de contribuição (de 35 anos, para homens, e de 30, para mulheres), é preciso alterara Constituição. Sem isso, o problema das aposentadorias precoces continuaria ocorrendo.

Já se sabe também que o novo governo pretende benefícios previdenciários do salário mínimo e estuda antecipar uma parte do auxílio para idosos e deficientes da baixa renda que não contribuíram para o regime de aposentaria. Atualmente, este segmento tem direito ao piso ao atingir 65 anos de idade.

Na segunda etapa da reforma fatiada, afirmam integrantes da transição, poderia ser incluída também a criação de um regime de capitalização para novos trabalhadores. Este modelo — no qual cada um contribui para uma conta individual de aposentadoria — seria acompanhado de uma mudança na forma de contribuição previdenciária, baseada atualmente na folha de pagamento. A ideia é arrumar uma fonte de recursos segura para arcar com o custo do regime atual, de repartição (em que os trabalhadores na ativa financiam a aposentadoria dos mais velhos), uma vez que o novo modelo retira receitas do sistema já que as contribuições vão para uma conta individual.

Fonte: O Globo

 

Carga tributária chega a 32,43% do PIB, a maior desde 2013

O peso dos impostos no bolso dos brasileiros aumentou em 2017. Segundo a Receita Federal, a carga tributária passou de 32,29% em 2016 para 32,43% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. Esse é o maior patamar observado desde 2013, quando o montante alcançou 32,55%.

A alta foi puxada por uma tributação maior sobre bens e serviços. No ano passado, a arrecadação desse tipo de imposto correspondeu a 15,71% do PIB, uma alta em relação aos 15,36% do ano anterior. O tributo que mais impactou os consumidores foi o ICMS, que respondeu por um quinto de tudo que União, estados e municípios arrecadaram em 2017.

Enquanto isso, os tributos sobre a renda pesaram menos: a carga recuou de 6,46% para 6,23%. A maior parte se refere ao Imposto de Renda, que foi o segundo tributo mais importante no ano passado, respondendo por pouco mais de 18% da arrecadação total.

Segundo levantamento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) considerando dados de 2016, o Brasil ocupa a terceira posição no ranking de países que mais tributam bens e serviços, só perdendo para Hungria e Grécia.

Esse tipo de tributo costuma ser criticado por especialistas por ser regressivo, ou seja, por aumentar a desigualdade de renda, explica o tributarista Paulo Henrique Pêgas, professor do Ibmec-RJ.

—Isso está diretamente relacionado com os índices de desigualdade no Brasil. Você cobra mais imposto de forma igual de pessoas desiguais. Quando uma pessoa compra uma latinha de achocolatado, um produto que todo mundo compra independentemente da renda, por exemplo, paga 40% de tributo, não importa quanto ganha — afirma Pêgas.

REDUÇÃO PARA 25%

Ao mesmo tempo, o Brasil é o que menos tributa renda, lucro e ganho de capital. O ranking é liderado pela Dinamarca, onde a carga total é elevada, de mais de 45% do PIB, sendo que mais da metade disso (28,7%) incide sobre a renda.

Relatório da Receita divulgado ontem também mostra que o país tem a segunda maior carga tributária da América Latina, perdendo apenas para Cuba. “Entretanto, convém sempre atentar para os detalhes metodológicos. Por exemplo, os dados divulgados pela OCDE não incluem os governos locais para alguns países”, pondera o documento.

O Brasil já chegou a ter carga tributária de mais de 33,6%, em 2007. Desde 2015, o percentual de impostos no PIB cresce continuamente. Em 2017, a economia cresceu 1%. Mas a carga tributária subiu porque a arrecadação de impostos e contribuições teve uma trajetória de alta ainda mais forte: 1,4% já descontada a inflação.

Reduzir a carga tributária para 25% é uma das promessas da equipe econômica liderada por Paulo Guedes. A expectativa é que o futuro governo de Jair Bolsonaro proponha uma reforma que simplifique tributos. A tarefa está nas mãos do economista Marcos Cintra, indicado para ocupar a Secretaria de Receita e Previdência. O grupo ainda estuda modelos de reforma tributária.

—Na minha opinião, as reformas previdenciária, tributária e trabalhista estão integradas. A tributária é a mais relevante, porque integra as outras duas e vai realmente mexer nessa estrutura. Mas é preciso que seja feita como no Plano Real, aos poucos — defende Pêgas, do Ibmec.

Fonte: O Globo

IPC-S cai 0,17% em novembro após alta de 0,48% em outubro

O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) caiu 0,17% no fechamento de novembro, após alta de 0,05% na leitura anterior e expansão de 0,48% no resultado de outubro, revelou na manhã desta segunda-feira, 3, a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o indicador acumula alta de 4,02%, enquanto atinge 4,24% na avaliação dos últimos 12 meses.

No período, cinco das oito classes de despesa que compõem o índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para Transportes (-0,01% para -0,57%), cujo item gasolina arrefeceu de queda de 1,33% para retração de 2,90%.

Ainda registraram decréscimos os grupos: Habitação (-0,65% para -0,94%), Alimentação (0,58% para 0,41%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,17% para 0,09%) e Vestuário (0,34% para 0,11%). “Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (de -4,51% para -5,98%), hortaliças e legumes (de 17,05% para 11,28%), perfume (de -1,38% para -1,84%) e roupas femininas (de 0,67% para 0,24%)”, aponta a FGV em nota.

Por outro lado, houve aceleração nos grupos Despesas Diversas (de 0,08% para 0,16%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,32% para 0,40%), destaque para tarifa postal (de 2,64% para 4,28%) e passagem aérea (de 4,61% para 9,13%). Já a taxa do grupo Comunicação ficou estável em 0,18%.

Fonte: IstoÉ

PIB do 3º trimestre sobe 0,8% ante 2º trimestre de 2018, revela IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano, informou na manhã desta sexta-feira, dia 30, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio igual à mediana (0,8%) das estimativas dos analistas de 30 instituições consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam de uma alta de 0,4% a um avanço de 1,1%.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2017, o PIB avançou 1,3% no terceiro trimestre deste ano. O resultado ficou abaixo da mediana das projeções de analistas, que previam uma expansão de 0,8% a 1,9%, com mediana positiva de 1,5%.

Ainda segundo o instituto, o PIB do terceiro trimestre do ano totalizou R$ 1,716 trilhão. Os técnicos do IBGE vão conceder entrevista ainda nesta manhã para comentar os resultados.

Fonte: IstoÉ

Micro e pequenas empresas estão mais otimistas

A definição eleitoral, a inflação em baixa e a economia em expansão, embora ainda em ritmo lento, deram uma injeção de ânimo às empresas de menor porte. O Indicador de Confiança das Micro e Pequenas Empresas aumentou 15% em novembro em relação a outubro, tendo subido a 61,8 pontos, o maior marco da série histórica iniciada em 2015, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito Brasil (SPC Brasil). Para 76% dos empresários ouvidos na pesquisa, a expectativa é de melhora na economia nos próximos meses.
Foi vencido o clima de pessimismo entre os pequenos empreendedores, que depositavam grandes esperanças de recuperação em 2018, mas se viram frustrados pelo desempenho da economia, especialmente depois do primeiro trimestre. As perspectivas começaram a mudar em outubro. Considerando apenas o componente da confiança, que mede a expectativa para os próximos seis meses, o indicador já havia alcançado 62,6 pontos em outubro, indo para 74,8 pontos em novembro. Ambos bem acima de 50 pontos, que numa escala de zero a 100 mostra predominância de confiança e abaixo de 50, desconfiança.
Para o presidente da CNDL, José César da Costa, os dados revelam que o bom humor da maioria dos pequenos empresários é resultado das perspectivas de mudanças, que podem vir a melhorar o ambiente de negócios. Entre os que se mostram mais convictos de que dias melhores virão, 57% disseram, em novembro, que seu estado de espírito se baseia no cenário político mais favorável, 24% não apontaram motivo específico e 18% se dizem animados pela evolução recente de dados econômicos.
Numa análise voltada para suas próprias empresas, a expectativa de crescimento no mercado avançou de 57% em outubro para 78% em novembro. Além dos 35% que atribuem seu otimismo às condições gerais políticoeconômicas, 27% não revelaram motivos específicos, 24% consideram decisiva a boa gestão e outros 24% revelaram intenção de investir mais no próprio negócio. Somente 5% se declaram pessimistas.
As vendas de fim de ano podem reforçar o otimismo desse segmento, que é gerador de grande quantidade de empregos, fato muito positivo não só sob o ponto de vista estritamente econômico, mas sobretudo social.
Fonte: O Estado de S.Paulo

 

Arrecadação federal tem aumento de 4,12% em outubro e vai a R$ 131 bilhões

Foi o maior valor para meses de outubro em dois anos, segundo a Receita Federal. Na parcial do ano, arrecadação avançou 5,98% em termos reais, somando R$ 1,19 trilhão.
 
A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas registrou alta real (acima da inflação) de 4,12% em outubro, para R$ 131,880 bilhões, de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira (27) pela Secretaria da Receita Federal.
 
Foi o maior valor para meses de outubro desde 2016. No mesmo mês do ano passado, a arrecadação federal somou R$ 126,664 bilhões (valor corrigido pela inflação).
 
Em outubro de 2016, por sua vez, foram arrecadados R$ 159,784 bilhões, com a correção pela inflação. Aquele mês, porém, contou com receita extraordinária da repatriação de recursos do exterior de mais de R$ 45 bilhões.
 
De acordo com a Receita Federal, o mês de outubro também foi o décimo segundo mês consecutivo em que a arrecadação federal teve crescimento real frente ao mesmo período do ano anterior.
 
A alta da arrecadação acontece em um momento de reaquecimento, ainda que mais fraco do que esperado inicialmente, da economia, que saiu da recessão no ano passado – quando o Produto Interno Bruto (PIB) registrou um crescimento de 1%, depois de dois anos de queda.
 
Os valores arrecadados também estão sendo influenciados positivamente pelas receitas com “royalties” do petróleo – por conta da alta do preço do produto no mercado internacional. Em outubro deste ano, a arrecadação dos “royalties” subiu 77,54% em termos reais (acima da inflação), para R$ 11,57 bilhões.
 
Acumulado do ano
 
No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, a arrecadação total somou R$ 1,196 trilhão, com crescimento real de 5,98% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados oficiais, foi a maior arrecadação para o período desde 2014.
 
A Receita Federal informou que cresceu, de janeiro a outubro deste ano, a arrecadação com parcelamentos (Refis, incluindo também a dívida ativa).
 
Também influenciou o resultado a alta nas receitas com combustíveis, devido ao aumento da tributação autorizada no ano passado, o que rendeu ao governo R$ 8,96 bilhões a mais em 2018. Outro fator foi a arrecadação originada de ações de cobrança efetuadas pelo Fisco.
A arrecadação de “royalties” do petróleo teve forte impacto na arrecadação na parcial deste ano – quando os valores somaram R$ 52,468 bilhões, com alta real de 54% frente ao mesmo período de 2017 (R$ 32,804 bilhões). Esse crescimento está relacionado com a alta do preço do produto no mercado internacional, com o aumento da produção interna e com a disparada do dólar.
 
Meta fiscal
 
O comportamento da arrecadação é importante porque ajuda o governo a tentar cumprir a meta fiscal, ou seja, o resultado para as contas públicas.
 
Para 2018, a meta em vigor é de déficit (resultado negativo, sem contar as despesas com juros) de até R$ 159 bilhões.
 
No ano passado, o rombo fiscal somou R$ 124 bilhões. Foi o quarto ano seguido de rombo nas contas públicas e o segundo pior resultado da história.
Houve, entretanto, melhora frente ao déficit primário de 2016, que atingiu o recorde de R$ 161,27 bilhões (valor revisado), o equivalente a 2,6% do PIB.
 
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e impactos inflacionários. A previsão do governo é de que as contas do governo retornem ao azul somente em 2022.
 
Fonte: G1
 

 

Mercado baixa estimativa e vê inflação abaixo de 4% neste ano; previsão para o PIB sobe

Na quinta queda consecutiva, estimativa de inflação para 2018 passa de 4,13% para 3,94%. Previsão de alta do PIB neste ano avança de 1,36% para 1,39%.
 
Os economistas das instituições financeiras reduziram a estimativa de inflação para 2018, que voltou a ficar abaixo de 4%, e também elevaram a previsão de crescimento da economia.
 
As expectativas constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.
 
Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o mercado financeiro reduziu a previsão de 4,13% para 3,94% para este ano. Foi a quinta queda seguida deste indicador. Desde junho deste ano que o a estimativa do mercado não ficava abaixo de 4% para 2018.
 
A expectativa do mercado segue abaixo da meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.
 
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Para 2019, os economistas das instituições financeiras reduziram sua expectativa de inflação de 4,20% para 4,12%, na terceira queda seguida do indicador. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
 
 
Produto Interno Bruto
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão do mercado financeiro subiu de 1,36% para 1,39% na semana passada.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia seguiu inalterada em 2,50%.
Os economistas dos bancos também não alteraram a previsão de expansão da economia para 2020 e para 2021 – que continuou em 2,5%.
Outras estimativas
  • Taxa de juros – O mercado manteve estável em 6,50% ao ano a estimativa para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Para o fim de 2019, a expectativa do mercado financeiro para a Selic recuou de 8% para 7,75% ao ano. Com isso, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.
  • Dólar – A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 permaneceu em R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2019, subiu de R$ 3,76 para R$ 3,78 por dólar.
  • Balança comercial – Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2018 subiu de US$ 57 bilhões para US$ 58 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit subiu de US$ 51,5 bilhões para US$ 52,2 bilhões.
  • Investimento estrangeiro – A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, subiu de US$ 68,5 bilhões para US$ 70 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas avançou de US$ 75,35 bilhões para US$ 76 bilhões.
 
Fonte: G1